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SRB aponta limitações do Plano Safra e reforça necessidade de uma política agrícola de longo prazo

A Sociedade Rural Brasileira reconhece o esforço do Ministério da Agricultura e Pecuária na construção do Plano Safra 2026/2027, na busca por melhores condições de crédito para o produtor rural. No entanto, a entidade avalia que os recursos anunciados e a redução das taxas de juros não são suficientes diante da realidade econômica enfrentada pelo setor.

Para o presidente da SRB, Sérgio Bortolozzo, o Brasil precisa avançar para uma política agrícola de longo prazo, que ofereça previsibilidade ao produtor e segurança para o planejamento dos investimentos. “O Plano Safra não pode ser uma discussão que se repete todos os anos. O agronegócio, um dos principais pilares da economia brasileira, precisa de uma política de Estado, com planejamento contínuo e regras estáveis”, afirma.

Embora o volume de recursos anunciado seja maior que o ano anterior, a entidade destaca que apenas uma parcela limitada, próxima de um quinto, corresponde a recursos controlados, enquanto o custo para financiar uma safra brasileira supera R$ 1,5 trilhão. Além disso, a redução das taxas de juros não acompanha o aumento dos custos de produção, marcado por insumos elevados, crédito mais caro e margens cada vez mais apertadas.

A SRB também manifesta preocupação com a ausência de medidas voltadas ao fortalecimento do seguro rural. Diante da frequência de eventos climáticos extremos, a entidade considera essencial ampliar os recursos destinados à subvenção ao prêmio do seguro, instrumento indispensável para reduzir riscos, proteger a renda do produtor e garantir a continuidade da produção.

Outro ponto considerado prioritário é a renegociação do endividamento rural. Muitos produtores enfrentam dificuldades financeiras que limitam o acesso às novas linhas de crédito. Nesse contexto, a aprovação de mecanismos que permitam a reprogramação das dívidas é vista como fundamental para que o crédito anunciado possa, de fato, chegar ao campo. “Fortalecer o crédito, ampliar a cobertura do seguro rural e oferecer soluções para o endividamento são medidas essenciais para preservar a capacidade de investimento dos produtores e manter a produtividade e a competitividade da atividade agropecuária, contribuindo para a estabilidade econômica e a segurança alimentar do país”, finaliza Bortolozzo.

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