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SRB manifesta indignação por defesa do Governo Federal a atos de invasão

Entidade considera repulsivas as atitudes da presidente Dilma Rousseff e do Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, em apoio à proclamação da violência por dirigente da Contag

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) vem a público expressar repulsa às posturas da presidente Dilma Rousseff e do Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, por validarem a proclamação de atos de invasão de propriedades privadas no Brasil. As ameaças foram proferidas pelo secretário de Finanças e Administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, em cerimônia realizada com ativistas dos movimentos quilombolas e militantes do Movimento dos Sem Terra (MST), no dia 1º de abril, no Palácio do Planalto, em Brasília.


Durante discurso em evento oficial do Governo Federal brasileiro, Aristides Santos bradou que a forma de enfrentar a oposição política no Congresso Nacional contra o processo de impeachment da presidente seria “ocupar as propriedades”, numa clara incitação à violência e uma afronta ao estado democrático de direito. Dilma Rousseff aplaudiu as declarações de Santos, enquanto o ministro Eugênio Aragão, por sua vez, saiu em defesa da manifestação pública do dirigente, como reação originada “em momentos de ânimos acirrados”.


A SRB manifesta profunda lamentação diante dos aplausos de Dilma Rousseff e da defesa infundada do ministro Eugênio Aragão, que corroboram a postura antidemocrática e criminosa do representante da Contag.


Para Gustavo Diniz Junqueira, presidente da SRB, claramente, falta entendimento às autoridades do Governo Federal sobre como as adversidades devem ser enfrentadas e resolvidas em um país sério, democrático, plural e heterogêneo, com pilares fundamentados no direito à propriedade e à liberdade individual. “A proposta da Contag, apoiada pela presidente Dilma Rousseff para solucionar a crise, é bem diferente do que propõe a classe política no Congresso Nacional, que busca soluções por meio de instrumentos constitucionais, como o impeachment”, diz Junqueira.


O presidente da SRB destaca que ao longo de várias décadas, a atividade rural no Brasil tem contribuído para o desenvolvimento socioeconômico de maneira recorrente e incansável. “Nada foi feito por imposição. Sempre houve a busca pelo retorno financeiro e pelo desenvolvimento do País. No entanto, é frustrante admitir que somos alvo continuo de desrespeito e ameaças, ao invés de termos o reconhecimento pelo nosso trabalho”, avalia.


A SRB também manifesta que considera inadmissível que a Presidente da República não repreenda de maneira enérgica a incitação ao crime e o desrespeito com os brasileiros, que trabalham e poupam durante toda a vida para investir em propriedades rurais e urbanas.


Junqueira ainda declara profunda lamentação diante dos aplausos da Presidente Dilma Rousseff ao corroborar apoio à postura não democrática e criminosa do dirigente da Contag. “Nada justifica a violência e o desrespeito às regras de convivência conquistadas pelos brasileiros. Quando a Presidente e o Ministro da Justiça defendem o posicionamento da Contag, alegando aspectos intrínsecos à conjuntura política do País, desconsideram nossa história e trajetória como Nação e, portanto, perdem a credibilidade”, diz ele.


Para Junqueira, o discurso do dirigente da Contag macula os avanços sociais registrados no campo nas últimas décadas e lança incertezas sobre as conquistas institucionais implementadas no Brasil, colocando em xeque as garantias de segurança jurídica, essenciais para o desenvolvimento econômico do País. “Precisamos reorganizar o Brasil a partir de um projeto de longo prazo, que garanta o nosso desenvolvimento sustentável sem a imposição de ideologias equivocadas e populistas”, diz. “A falta de segurança jurídica afugenta o interesse de investidores e aumenta o custo de capital para o agronegócio, prejudicando, portanto, o PIB e os ganhos sociais”.


O agronegócio brasileiro, com todas suas empresas e seus produtores rurais, representa mais de 30% do PIB do Brasil, sendo considerado uma das principais soluções para os problemas socioeconômicos e para o desenvolvimento do País.


Reforma Agrária


Com 88 milhões de hectares concedidos para uso de assentados rurais atualmente, o País tem o maior programa de distribuição de terras já concretizados no mundo. No entanto, o resultado de todos os programas de Reforma Agrária já realizados no Brasil são medíocres e não justificam sua manutenção. “Agora, é necessário iniciar um programa de integração dessas famílias ao sistema moderno de produção, para lhes viabilizar ganhos de produtividade, aumento de renda e, consequentemente, sua emancipação dos recursos financeiros do governo. Não dá para continuarmos com uma política do século 19 em pleno século 21. Precisamos evoluir”, conclui Junqueira.

 
 

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