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É caro operar um banco no Brasil, diz presidente do Rabobank

Para Erik Peek, ambiente regulatório no País é complexo, o que encarece as operações de crédito agrícola

por Ronaldo Luiz

É caro operar um banco no Brasil”, disse Erik Peek, presidente da subsidiária brasileira do Rabobank, em recente seminário realizado na Universidade de São Paulo (USP).

A instituição financeira de origem holandesa movimenta em torno de R$ 8 a R$ 9 bilhões em crédito agrícola no País, segundo seu presidente. Com escritórios em 47 países, o Rabobank foi criado em 1972 e é na verdade uma cooperativa de crédito, e não um banco tradicional. No Brasil, recebeu autorização para operar em 1995.

De acordo com o executivo, os custos operacionais no Brasil são pesados, e encarecem os processos das transações financeiras. “Por aqui, os custos são entre 50% a 60% maiores do que na Austrália, por exemplo”, ressaltou, acrescentando que isso inevitavelmente acaba sendo repassado para o tomador de crédito.

Na avaliação de Peek, o ambiente regulatório no Brasil é complexo. Para exemplificar, pontuou que de um recorte de 100 clientes – produtores rurais – que tem no Mato Grosso, o banco precisa ter 100 contratos diferentes. “Um cartório exige a documentação “X”, tem o seu respectivo processo, enquanto outro tem um modelo totalmente diferente, e assim vai.”

Por outro lado, o executivo ressalvou que entre os países emergentes, especialmente do bloco dos BRICs (Rússia, Índia e China), o Brasil é o que apresenta a melhor previsibilidade no tocante ao ambiente de negócios. “Neste aspecto, nossa experiência foi muito complicada na Rússia”, assinalou.

Para o presidente do Rabobank, o Brasil tem papel-chave no desafio de alimentar o mundo. “A parte da produção está “ok”, os problemas por aqui são logísticos, por exemplo.”

Peek salientou que a carteira da instituição no Brasil é formada maciçamente por produtores na categoria pessoa-física. “É entre 90% a 95%”, revelou. “O Rabobank depende do Brasil para entregar resultado aos seus acionistas.”

O executivo alertou, ainda, que a tendência é de alta volatilidade nos preços das commodities agrícolas, e que o produtor deve ficar atento a isso.

 
 

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