Em entrevista à Agência Estado, presidente da Rural, Cesário Ramalho da Silva, destaca a possibilidade de o agricultor considerar Áreas de Preservação Permanente (APPs) no cálculo da área de reserva legal da propriedade
Da Redação
O presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, considerou "um dos maiores avanços contemporâneos para o agronegócio do País" a aprovação, hoje, pela Comissão Especial da Câmara, do substitutivo do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) que reformula o Código Florestal Brasileiro. A declaração foi dada ao repórter Gustavo Porto da "Agência Estado".
"Não é exatamente tudo o que queríamos, mas o texto que foi aprovado torna possível o agricultor trabalhar e acaba com o maior incômodo do maior agronegócio do planeta", disse Ramalho, que acompanhou a votação em Brasília (DF).
Entre os pontos positivos citados pelo presidente da SRB está a possibilidade de o agricultor considerar Áreas de Preservação Permanente (APPs) no cálculo da área de reserva legal da propriedade.
"Há ainda uma série de itens que minimiza o tamanho da reserva legal", disse Ramalho. O presidente da SRB considerou "factível" a mudança do tamanho das APPs de 7,5 metros para 15 metros de distância das margens de rios, ponto incluído no substitutivo aprovado hoje.
Ramalho considerou, ainda, o Código Florestal Brasileiro, que tem 45 anos, como ultrapassado e criticou a pressão de ambientalistas, que não queriam as alterações feitas pela Comissão Especial da Câmara. "É uma guerra desnecessária e um terrorismo dos ambientalistas", disse. A guerra deve continuar em novembro, quando o substitutivo está previsto para ser votado na Câmara, antes de ir ao Senado.
* Assista aqui entrevista do presidente da Rural, concedida ao canal "Globo News", na qual Cesário Ramalho comenta a proposta de mudança do Código Florestal