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Galeria de Ex-Presidentes

Eduardo da Fonseca Cotching
Eduardo da Fonseca Cotching

Eduardo da Fonseca Cotching

Fundador - 1919


Eduardo da Fonseca Cotching - Nascido em Itu (SP) em 04 de outubro de 1881, era filho do inglês Dr. William Mackel Cotching (que veio ao Brasil como enviado especial da Coroa Britânica, à época comandada pelo cetro da rainha Vitória, para uma missão científica para estudar o Brasil Meridional). Gostou do que viu e inclusive casou-se com Dona Gertrudes (herdeira de um dos ramos dos Fonseca e Almeida Prado, cujos membros povoaram várias cidade paulistas e brasileiras).

Estudou no Brasil e formou-se agrimensor na Escola de Engenharia Makenzie na capital paulista. Depois foi para a Europa e na Inglaterra, pátria paterna. "Foi em busca de observações, de conhecimentos práticos, de concepções de empresas como sabem organizar os bretões", comentava texto da Revista da Rural. O progresso da República Argentina causava-lhe vivaz curiosidade a ponto de ir pessoalmente observá-la. Percorreu as Províncias Platinas, visitou suas estâncias e granjas, estudou a sua agricultura e pecuária, a organização de crédito bancária adotada pelos argentinos, percorreu as suas vias de transportes, navegação fluvial e marítima e de lá regressou maravilhado de ideias.

"Regressando a São Paulo, Eduardo Cotching tratou de fundar aqui uma sociedade rural aos moldes da Sociedade Rural Argentina; sociedade que impera em Buenos Aires, como termômetro da política, fazendo até chefes de Estado pela influência de sua atuação na vida nacional dos nossos vizinhos. Graças aos seus esforços e à sua energia, especialmente a convicção que conseguiu levar ao seio dos lavradores paulistas, a Sociedade Rural Brasileira ergueu as suas colunas e sobre elas pousaram as architravas dessa benemérita instituição para ser o que é hoje, poderosa alavanca do progresso de São Paulo e do Brasil", escreveu Fausto Ferraz, em 1930, por ocasião do falecimento de Cothing em 14 de março de 1930.

Semeador e plantador de ideias, o intelectual Cotching foi o idealizador do Plano de Defesa Permanente do Café, do Banco Hipotecário Nacional do Brasil e do Banco Agrícola, do Tribunal de Propriedade Territorial do Brasil entre outras obras importantes. Foi fundador na capital da Villa Maria, Villa Formosa, Villa Mariana, Villa Bertioga, Villa Embaúbas, da Companhia de Melhoramentos de Campos do Jordão (formando bairros na cidade). No Rio de Janeiro, fundou o Jardim das Acácias, a Companhia Santa Cruz na Ilha do Governador e o Jardim Guanabara. Vários escritos na Revista da Rural, referem-se sobre sua inteligência aguçada como "Século das Luzes, um luzeiro do maior fulgor" ou ainda "Filho de inglês e neto de bandeirantes".
Paulo de Moraes Barros
Paulo de Moraes Barros

Paulo de Moraes Barros

1921 - 1922


Médico sanitarista, dedicou poucos anos ao exercício da medicina. Foi político, com atuação voltada à agricultura e pecuária.

Foi Vereador e presidente da Câmara Municipal em Piracicaba (SP). Fundou a Fazenda Pau D´Alho de larga produção agrícola e pecuária. Em 1909, foi eleito Deputado Federal. Em 1912, foi chamado pelo presidente Rodrigues Alves para ser Ministro da Agricultura.

Em 1927, foi novamente eleito à Câmara Federal e em 1930 ocupou novamente o Ministério da Agricultura, acumulando o cargo de Ministro da Viação.

Após a Revolução Constitucionalista de 1932, participou do Governo Pedro de Toledo, ocupando a Secretaria da Fazenda Estadual. No mesmo período foi eleito Senador Federal por São Paulo. Escreveu vários artigos profundos e técnicos sobre a cafeicultura, pecuária e o algodão.
Dr. Gabriel R. dos Santos
Dr. Gabriel R. dos Santos

Dr. Gabriel R. dos Santos

1923-1924


Em 1923, assume o novo presidente Gabriel Ribeiro dos Santos. Figura de projeção na sociedade paulistana, o Dr. Gabriel foi distinguido com a Grã Cruz e a comenda da Ordem do Mérito pelo Governo da Áustria, tendo o Rei Alberto lhe conferido a condecoração especial agrícola de primeira classe, pelos serviços que prestou à agricultura.

Na presidência da Sociedade Rural Brasileira e na sua vida pública foi responsável pela instituição do Código de Política Sanitária Animal, transformando-o em lei, a iniciativa grandiosa para o desenvolvimento e expansão da indústria pastoril paulista.

Nos registros da Revista “A Rural” dizia - "Os vossos trabalhos concernentes à defesa do café, entre os quais devo destacar a brilhante exposição. As três sociedade agrícolas de São Paulo, vos consagram de fato e de direito como um dos mais sólidos amparos da nossa grande lavoura, esteio principal e base da prosperidade do Estado de São Paulo”.

Ribeiro dos Santos sai da Sociedade Rural Brasileira para ser o segundo presidente da entidade a ocupar o cargo de Secretário de Agricultura de Agricultura do Estado de São Paulo. O próximo presidente também seria chamado pelo Governo de São Paulo, numa demonstração da influência e poder da entidade.
Henrique de Souza Queiroz
Henrique de Souza Queiroz

Henrique de Souza Queiroz

1925 - 1926 / 1931 - 1932
L. V. Figueira de Melo
L. V. Figueira de Melo

L. V. Figueira de Melo

1927 - 1928 / 1941 - 1942


Nascido em 12 de novembro de 1888, em Petrópolis (RJ), foi descendente de importante família. Seu avô, Jerônimo Martiniano Figueira de Mello fora Senador, ministro do império e Ministro do Supremo Tribunal e seu tio, Barão de Muritiba, foi médico notável e médico de D. Pedro II.

Formou-se médico na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, mas iniciou sua carreira profissional em Bauru (SP), onde foi político influente e chegou a Prefeito da cidade.

Casou-se com Gessia Toledo Piza Figueira de Mello. Atraído pelo sogro (Coronel Joaquim Toledo Piza) para a Agricultura, tornou-se grande plodutor de café chegando a atingir um milhão de pés em sua Fazenda da Faca.

Na grande crise cafeeira de 1929, ajudou a promulgar a lei da moratória, possibilitando que um grande número de fazendeiros não perdessem suas propriedades agrícolas.

Foi presidente do Instituto Paulista do Café e em face à crise instituiu um serviço gratuito de assistência judiciária a todos os lavradores no sentido de obterem os favores da lei da moratória.

Foi sócio-fundador e presidente por duas gestões da Sociedade Rural Brasileira. Faleceu em 29 de abril de 1959.

Texto retirado da revista A Rural, edição de Junho de 1959.
Bento A Sampaio Vidal
Bento A Sampaio Vidal

Bento A Sampaio Vidal

1929-1930/1933-1938


Nascido em Campinas, em 17 de agosto de 1872, filho de Joaquim José de Abreu Sampaio (lavrador e banqueiro em São Carlos) e D. Maria das Dores Sampaio Vidal. Cursou o "Collegio Culto à Sciencia", em Campinas e aos 17 anos trabalhava com seus pais, primeiramente na fazenda e logo a seguir na Casa Bancária, depois Banco União de São Carlos, onde exerceu as funções de diretor-gerente.

De seu pai, um dos fundadores de São Carlos do Pinhal, antigo deputado provincial, herdou o espírito empreendedor e de trabalho pertinaz. Casou-se cedo com D. Maria Isabel Botelho de Abreu Sampaio Vidal, filha de Bento Carlos de Arruda Botelho e d. Maria Isabel de Oliveira Botelho. Tiveram 11 filhos. Muito jovem, ainda, dedicou-se ao jornalismo, militando na imprensa, redigindo em São Carlos "O Oitavo Districto", "O Movimento" e "O Correio de São Carlos", participando da propaganda Republicana, tomando parte em comícios.

Em 1889, fundava a Companhia de Luz Electrica de São Carlos, a primeira que funcionou em ordem no Brasil. Seguindo a tradição, a Sociedade Rural Brasileira, fez mais um Secretário de Agricultura, desta vez foi Bento de Abreu Sampaio Vidal. Como homem público, foi durante ¼ de século Presidente da Câmara Municipal de Araraquara. Sob sua orientação fizeram-se todos os melhoramentos que tornaram aquela cidade um modelo: calçamento das vias públicas, iluminação, águas e esgotos, hotel, teatro, clube e estádio municipal.

Foi membro do Diretório Central do Partido Constitucionalista, diretor do Lyceu de Artes e Offícios de S. Paulo, sócio benemérito da Sociedade de Cultura Artítica de São Paulo, membro do Conselho Consultivo do Estado, Deputado à Assembleia Constituinte de 1934; Presidente honorário das Sociedades Fluminense de Agricultura, Sociedade Rural do Triângulo Mineiro e da Associação Brasileira de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa.

Sentindo o isolamento da vida do lavrador, pensou em levar conforto e facilidade aos residentes nas fazendas, transformando distritos policiais e de paz em pequenas povoações, vilas, servidas por iluminação elétrica, água e telefone. Com esse escopo fundou as cidades de Marília, Santa Lúcia, Américo Brasiliense, Cincinato e Rincão. Produziu em Marília cinco milhões de pés de cafés. Nas folgas de intensa vida agrícola, espalhadas em zonas diversas, quando em São Paulo, viria a ser um dos fundadores da Sociedade Rural Brasileira. Na Rural deu largas ao seu espírito de visão. Fê-la torre de comando e de defesa da lavoura.

A SRB encontrou em Bento de Abreu Sampaio Vidal, o seu elemento constante, nuclear e propulsor de todas as iniciativas em prol da agricultura. Daí o ter sido, depois de presidente efetivo, Presidente Honorário. Faleceu em 15 de maio de 1948 em plena atividade política. Era deputado estadual e participou ativamente na Assembleia Constituinte Estadual da época, de acordo com artigo da Revista da Sociedade Rural Brasileira.
Alberto Whately
Alberto Whately

Alberto Whately

1939 - 1940


Ex-presidente da Rural no biênio 1939/40, Alberto Whately, nasceu em Ribeirão Preto em 06 de janeiro de 1886 e faleceu em 13 de setembro de 1950. Era filho de Thomas Whately e de Estefânia Pereira Barreto Whately. Estudou na escola americana Mackenzie. Casou-se com Albina Schimidt, filha do Cel. Francisco Schmidit, sendo considerado o maior fazendeiro de café de todos os tempos. Teve três filhos: Tomaz, Roberto e Marina Whately.

A Revolução paulista de 1932 encontrou em Alberto Whately um soldado intemerato dos ideais constitucionalistas à disposição dos quais pôs a vida, a vida de seus filhos e seus bens. No pequeno interregno constitucional de 1934/37 foi prefeito de Ribeirão Preto, sua terra natal. Extinto em 1945, o regime estabelecido pelo golpe de Estado de 1937, e reintegrado o país no sistema democrático, voltou Alberto Whately às atividades políticas, constituindo com antigos companheiros o Partido Republicano.

Na Sociedade Rural Brasileira, sua memória não desaparece. Ele não foi apenas seu sócio-fundador. Foi também um amigo permanente, um encorajador incansável. Foi diretor atuante da Rural até sua morte. Foi presidente do Herd Book do gado Caracu e membro destacado da Associação da Lavoura do Café e da Casa das Lavouras.

Ajudou a lavoura cafeeira ultrapassar sua maior crise do início do século XX ocasionada com crack da bolsa de Nova York que veio culminar com a extinção do Departamento Nacional do Café em início de 1950. Foi um líder que marcou presença no circuito nacional da lavoura e da política. O auditório principal da Rural é nomeado Alberto Whately em sua homenagem à posteridade
Joaquim A Sampaio Vidal
Joaquim A Sampaio Vidal

Joaquim A Sampaio Vidal

1943 - 1944


Nascido em São Carlos, em 02 de novembro de 1897, era filho de Bento de Abreu Sampaio Vidal (ex-presidente da Rural) e d. Maria Isabel Botelho de Abreu Sampaio. Estudou na Capital paulista no colégio Anglo-Brasileiro, Escola Americana e Mackenzie College. Em 1918, formou-se bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Foi um dos fundadores da Liga Nacionalista. Foi artífice da campanha em prol do Serviço Militar Obrigatório no Brasil. Devido ao apoio efetivo à revolução constitucionalista, foi preso e exilado, permanecendo em Portugal até 1933. Regressando ao país, tomou posse da organização do Partido Constitucionalista, cuja legenda foi eleito Deputado Federal. Na Câmara integrou a Comissão de Agricultura, dedicando-se às questões do reajustamento econômico.

Na política trabalhou nos bastidores até ser eleito Deputado Constituinte em 1933, foi um dos fundadores do Partido Democrático, participando das reuniões preliminares com o Conselheiro Antonio Prado (ex-diretor da Rural). Foi secretário-geral do Partido Democrático, participando ativamente das lutas democráticas do país.

Na Revolução dos anos 1930, discordou da orientação do governo, organizou com Álvaro de Carvalho a Frente Única, participando do Governo 23 de Maio de Pedro de Toledo como Diretor do Departamento das Municipalidades, cargo que foi confirmado em 10 de julho de 1932. Foi idealizador e um dos fundadores da Milícia Cívica Paulista, depois transformada em M.M.D.C. (iniciais dos pracinhas mortos da Revolução de 32, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo).

Ocupou a vice-presidência da Sociedade Rural Brasileira em 1930, 1938 a 1942 e foi eleito presidente na gestão 1943 a 1945. Foi eleito Deputado Federal Constituinte de 1945, fazendo parte da Comissão de Economia e Agricultura. Foi diretor da Bolsa de Mercadorias, membro consultivo do Departamento Nacional do Café e da Delegação Brasileira à Terceira Conferência dos Chanceleres, reunida no Rio de Janeiro em 1942.

Ao assumir a presidência da Rural, disse em discurso: "Atinjo o mais alto posto da carreira agrícola, realizando uma das mais acalentadas aspirações da minha vida. E proclamo sem falsa modéstia e sem rubor, que nobremente ambicionei esta investidura, buscando-a por atos de dedicação à classe a que me ufano de pertencer", falou para uma platéia de lavradores. Faleceu em 19/05/1952.
Antonio de Queiros Telles
Antonio de Queiros Telles

Antonio de Queiros Telles

1945 - 1946
Raul da Rocha Medeiros
Raul da Rocha Medeiros

Raul da Rocha Medeiros

1947 - 1948


Foi eleito por 257 votos, esmagadora maioria, o presidente Raul da Rocha Medeiros para o biênio 1947/48. Em discurso de posse, Medeiros disse que “A Sociedade Rural Brasileira, cuja fundação data de 20 de maio de 1919, é obra do espírito culto e empreendedor do lavrador paulista e reflete desde sua concepção até nossos dias (1947) os anseios das classes rurais brasileiras”, comentou em trecho do discurso.

Realizou, durante seu período administrativo as Mesas Redondas de "Conservação do Solo" e a "1ª Mesa Redonda do Café" nas quais se debateram os mais variados problemas rurais do Brasil. Depois, 1956, ocupou a presidência do Instituto Brasileiro do Café em momentos cruciantes da economia nacional, em cujo posto se destacou por suas ponderadas deliberações.

A fim de organizar o pensamento do setor, Rocha Medeiros criou o Instituto Agrícola da Sociedade Rural Brasileira. “De há muito tempo fazia-se sentir entre as classes rurais a necessidade de um órgão de pesquisas e informações econômicas, principalmente nestes últimos, de problemas econômicos. Procurando também dotar as classes rurais de um órgao especializado, Dr. Raul da Rocha Medeiros tem desenvolvido uma grande atividade no sentido de organizar o Instituto de pesquisas econômicas para fornecer estudo para São Paulo e o Brasil”, comentou a "Revista Rural" em maio de 1947.

Em artigo para a mesma Revista, o amigo e ex-presidente da Rural, Antonio de Queiroz Telles, dizia sobre Raul da Rocha Medeiros: "Fazendeiro de Monte Alto e médico de nomeada nessa cidade, por muitos anos residiu e clinicou, deixa o dr. Medeiros, no vasto círculo de suas relações, quer do interior quer da capital. E como membro influente e destacado que era da classe agrícola de São Paulo deixa um vácuo de recordação e saudade. Tivemo-lo, para nossa ventura, ao nosso lado no posto de vice-presidente na chapa com que obtivemos a presidência em 1945-46."
Dr. Francisco Malta Cardoso
Dr. Francisco Malta Cardoso

Dr. Francisco Malta Cardoso

1949 - 1950
Dr. Mario Rolim Telles
Dr. Mario Rolim Telles

Dr. Mario Rolim Telles

1951 - 1952
Dr. Luiz T. Piza Sobrinho
Dr. Luiz T. Piza Sobrinho

Dr. Luiz T. Piza Sobrinho

1953 - 1956
Renato da Costa Lima
Renato da Costa Lima

Renato da Costa Lima

1957 - 1963


Renato da Costa Lima nasceu no dia 4 de dezembro de 1904, em Mococa (SP), filho de Pacífico da Costa Lima e de Clotilde de Meireles Lima. Em 1935, ingressou na Escola Superior de Agricultura Luís de Queirós (SP), abandonando o curso dois anos depois para dedicar-se aos negócios na fazenda da família. Em 1940, assumiu a gerência da usina Itaiquara, localizada em Tapiratiba (SP).

Encontrava-se no exercício dessas funções quando a usina foi visitada pelo empresário Nelson Rockefeller, que, entusiasmado com o ritmo dos trabalhos e com as modernas técnicas utilizadas, confiou-lhe a direção da Empresa de Mecanização Agrícola, a primeira do gênero implantada no Brasil, com capitais norte-americanos.

Diretor da Carteira de Crédito Agrícola do Banco do Estado de São Paulo e secretário de Agricultura durante o governo de Lucas Garcez (1951-1955), em 1957 assumiu a presidência da Sociedade Rural Brasileira.Em setembro do ano seguinte, tornou-se presidente do Instituto Brasileiro do Café (IBC). Costa Lima implementou desde logo uma agressiva política de vendas do café brasileiro, baixando seu preço no mercado internacional, combatendo a especulação e a retenção do produto Em 1959, ordenou a construção das primeiras unidades de armazenamento, dando início ao cumprimento de um plano que previa a edificação de um milhão de metros quadrados para esse fim.

Em abril de 1960, baixou resolução criando as primeiras normas de incentivo à implantação de indústrias de café solúvel. Defensor da normalização das relações comerciais com a União Soviética e demais países da Europa Oriental, permaneceu à frente do IBC até junho de 1960, conseguindo comercializar durante sua gestão de menos de dois anos cerca de 120 milhões de sacas de café.

De volta à iniciativa privada, assumiu o cargo de diretor da Companhia Agrícola Usina Jacarezinho, instalada no município paranaense do mesmo nome e voltada para a produção de açúcar. Presidiu também a Avicultura Comércio e Indústria S.A. (Avisco) e dedicou-se à produção de café e à criação de gado nas suas propriedades.

Em julho de 1962, durante o período parlamentarista do governo de João Goulart (1961-1964), foi nomeado ministro da Agricultura pelo primeiro-ministro Francisco de Paula Brochado da Rocha, o qual renunciou em 14 de setembro desse mesmo ano. Costa Lima, entretanto, permaneceu em seu cargo compondo o gabinete de Hermes Lima, escolhido primeiro-ministro quatro dias depois. Depois do plebiscito que restabeleceu o presidencialismo (6/1/1963), Goulart recompôs seu ministério no final de janeiro, quando Costa Lima deixou a pasta.

Durante sua gestão, criou a Superintendência Nacional do Abastecimento (Sunab), a Companhia Brasileira de Armazenamento (Cibrazem) e a Companhia Brasileira de Alimentos (Cobal). Ainda em 1963, Costa Lima afastou-se também da presidência da Sociedade Rural Brasileira e reassumiu a presidência da Avisco. Renato Costa Lima tornou-se um dos mais prósperos empresários dos setores da agropecuária e agroindústria do país. Faleceu em Mococa no dia 19 de março de 1993. Foi casado com Ester Ribeiro do Vale da Costa Lima, com quem teve cinco filhos.
Salvio de Almeida Prado
Salvio de Almeida Prado

Salvio de Almeida Prado

1963 - 1969 / 1972-1978
Roberto Rezende Junqueira
Roberto Rezende Junqueira

Roberto Rezende Junqueira

1969 - 1972
Renato Ticoulat Filho
Renato Ticoulat Filho

Renato Ticoulat Filho

1978 - 1984
Flávio P. Teles de Menezes
Flávio P. Teles de Menezes

Flávio P. Teles de Menezes

1984 - 1990
Pedro de Camargo Neto
Pedro de Camargo Neto

Pedro de Camargo Neto

1990 - 1994
Roberto Rodrigues
Roberto Rodrigues

Roberto Rodrigues

1994 - 1996
Luiz Marcos Suplicy Hafers
Luiz Marcos Suplicy Hafers

Luiz Marcos Suplicy Hafers

1996 - 2002
João de A. Sampaio Filho
João de A. Sampaio Filho

João de A. Sampaio Filho

2002 - 2008


João de Almeida Sampaio Filho nasceu na capital paulista. Economista e produtor rural nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Paraná, esteve à frente de diversas entidades ligadas ao agronegócio.

Foi presidente da Associação dos Produtores de Borracha do Estado do Mato Grosso e vice-presidente da Associação Paulista do Setor. Ocupou também a presidência da Câmara Setorial Nacional de Borracha e da Comissão Nacional da Borracha da Confederação Nacional da Agricultura (CNA). Foi vice-presidente na Associação Comercial do Estado de São Paulo, conselheiro da Associação Brasileira do Agronegócio de Ribeirão Preto (Abag/RP).

De 2002 até 2008 ocupou a presidência da Sociedade Rural Brasileira (SRB), função que deixou para assumir a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo no início de 2007.

Seu período na Rural foi marcado, segundo seu depoimeto, por um contraponto interessante. "Início do governo Lula, cujo partido de apoio, historicamente, se posicionava contra as ideias da SRB, que pregava um modelo diferente. Em contrapartida havia um ministro da agricultura (Roberto Rodrigues - ex-presidente da Rural), afinado com as ideias do agronegócio".

O período foi marcado pela reestruturação financeira e administrativa da entidade e união e interação entre as representações do agronegócio. "A SRB, como grande integradora, provocando o diálogo entre as entidades."

Durante sua gestão, Sampaio também provocou a integração com o setor industrial e surgiu a ideia dentro da FIESP, sob a presidência de Horácio Lafer Piva, do Departamento de Agronegócio (Deagro), o qual acabou sendo instalado na gestão Paulo Skaf.

Também houve uma aproximação com a UNICA (União da Agroindústria da Cana-de-açúcar) para a consolidação da imagem do setor e uma parceria com a então BM&f (hoje BM&FBovespa).