Em entrevista coletiva, entidade critica proposta do Programa Nacional de Direitos Humanos que ameaça o direito de propriedade
* por Arnaldo de Sousa
O Decreto que propõe a criação do Programa Nacional de Direitos Humanos não muda a lei. "Não tem unanimidade dentro do Congresso Nacional e a Constituição sobre invasões de terras deve ser cumprida à risca." Foi o que enfatizou o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Cesário Ramalho da Silva, em coletiva de imprensa, realizada na sede da entidade, no dia 15 de janeiro.
“Existe uma pressão dos movimentos sociais dizendo que o agronegócio é ultrapassado. Liderados pelo ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Guilherme Cassel, esses movimentos são contra o maior negócio do Brasil, que é o agronegócio”, afirmou Ramalho.
Segundo o presidente da SRB, o Decreto 7.037 causa profunda preocupação entre todos os setores produtivos, não só no agronegócio, que sustenta grande parte das exportações e contribui para o aumento das reservas cambiais.
“Se a questão da propriedade privada não for bem tratada afastará investimentos", alerta.
Para Ramalho, o governo cedeu na questão militar, mas precisa rever a parte que cabe ao agro. "Se não conseguirmos resolver negociando, a Rural pretende entrar na Justiça.”
* Confira o vídeo da coletiva, clicando aqui.